TIPOS
DE RESINAS
Ortoftálica: Baseada em Anidrido Ftálico, por isso
o nome. A mais utilizada nos processos de fabricação do
PRFV. Possui baixa resistência química, térmica
e à hidrólise. Possui resistência térmica
ao redor de 70 a 75ºC.
Isoftálica: Possui melhor resistência química,
térmica e boa resistência à hidrólise. É
utilizada em peças que necessitem melhor desempenho químico,
térmico e mecânico, possui resistência térmica
ao redor de 95 a 110ºC.
Isoftálico com NPG: Possui as mesmas características
da resina isoftálica, porém com melhor resistência
à hidrólise. Utilizada principalmente em peças
que necessitem ficar em contato permanente com a água.
Resistência térmica igual a isoftálica normal 95
a 110 ºC, alta aderência sobre PVC rígido.
Bisfenólica: Possui melhor resistência química
e térmica, se comparada com a Isoftálica. Utilizada principalmente
em revestimento anticorrosivos (tubos, tanques, conexões, etc)
Resistência térmica ao redor de 120ºC quando feita pós-cura.
Tereftálica (PET): Semelhante as ortoftálicas,
com substituição total ou parcial de ácido saturado.
Resina de menor custo com resistência térmica ao redor
de 60 a 85ºC.
DCPD: Semelhante as ortoftálicas, com substituição
total ou parcial do ácido saturado. Apresenta boa resistência
térmica e à hidrólise, alta aderência em
outros substratos, baixo encolhimento. Pode ser aditivada para dar efeito
de auto extinguível e baixa emissão de estireno. Este
tipo de resina tem alto consumo na industria naval. Resistência
térmica ao redor de 100ºC.
MÉTODO
DE ANÁLISE
Densidade
ABRANGÊNCIA
Glicóis e polióis
APARELHAGEM / MATERIAIS NECESSÁRIOS
- 1 picnômetro com a cap. de 25 ml
- 1 termômetro de 0º C a 40º C
- 1 balança analítica
- Banho Maria à 25º C
PROCEDIMENTO
Limpar o picnômetro, enchê-lo com água destilada
e fechar o frasco com o termômetro evitando a retenção
de ar. Colocar o picnômetro em banho maria mantido a 25ºC por
30 minutos, no mínimo. Tampar a saída lateral do transbordo
não permitindo a retenção de ar dentro do frasco.
Remover o frasco do banho, secar e determinar o seu peso. Em seguida,
desprezar a água, secar bem externa e internamente, e pesar o
frasco vazio. A diferença de pesos entre o picnômetro cheio
e vazio a 25ºC, será chamada de P. Repetir a operação,
passo a passo, desta vez com a amostra a ser analisada.
A diferença entre o peso determinado na operação
com a amostra e o picnômetro vazio será chamada de T.
A densidade será a relação entre: T(25ºC)
/ P (25ºC)
MÉTODO DE ANÁLISE
Gel time, Intervalo de reação e Pico exotérmico.
ABRANGÊNCIA
Resinas de poliéster e Gel coat
APARELHAGEM / MATERIAIS NECESSÁRIOS
- 1 balança analítica
- 1 copo americano
- 1 termômetro de -10º C à 60º C
- 1 termômetro de -10º C à 250º C
- 1 cronômetro
- 1 banho maria, à 25º C
- 2 pipetas graduadas de 1 ou 2 ml
- Peróxido de mek (metil-etil-quetone)
- Octoato de cobalto a 6% (para resinas não aceleradas)
PROCEDIMENTO
GEL TIME
Pesar 100 gramas de resina em um copo americano previamente tarado e
no banho maria, acertar a temperatura da resina para 25º C. Adicionar
o peróxido de mek,, com o auxílio de uma pipeta, na quantidade
de 1 % ou na quantidade indicada pelo laudo técnico. Acionar
o cronômetro e homogeneizar com o auxilio de uma baguetapor um
minuto. O gel time será tomado quando a coluna de resina aderente
ao termômetro, elevar-se ao mesmo, rompendo-se de vez. Neste ponto,
parar o cronômetro e efetuar a leitura em minutos e segundos.
INTERVALO DE REAÇÃO
Após a leitura, introduzir um termômetro com escala de
250ºC (introduzindo a ponta do termômetro até o centro
do copo), suspenso em uma haste de laboratório com garras e devidamente
lubrificado com vaselina; acionar novamente o cronômetro. O ponto
final do intervalo de reação será considerado quando
a resina começar a se destacar da parte interna do copo.
PICO EXOTÉRMICO
O pico exotérmico é a temperatura máxima obtida
na resina, após o intervalo de reação.
MÉTODO
DE ANÁLISE
Placa de Dureza
ABRANGÊNCIA
Resinas de Poliéster
APARELHAGEM / MATERIAIS NECESSÁRIOS
- 1 durômetro Barcol
- 1 tampa de galão, limpa e seca
- 1 copo americano
- 1 banho maria, à 25º C
- 1 chapa de madeira ou borracha (15 x 15 cm) na espessura de 1 cm.
- Peróxido de mek (metil-etil-quetone)
- Octoato de cobalto a 6% (para resinas não aceleradas).
PROCEDIMENTO
Pesar 100 gramas de resina no copo, previamente tarado. Em seguida acertar
a temperatura da resina no banho maria, a 25º C, adicionar 1,0 % de
peróxido de mek (ou a quantidade especificada no laudo técnico
da resina) e homogeneizar. Após um minuto aproximadamente de
agitação, derramar a resina catalisada na tampa de galão
que deverá estar sobre a chapa de madeira ou borracha, para isolar
a tampa de galão do calor e/ou frio da bancada. Aguardar uma
hora para fazer a leitura, que deverá ser a média de pelo
menos três determinações em pontos diferentes da
placa.
MÉTODO DE ANÁLISE
% de Sólidos
ABRANGÊNCIA
Resinas de poliéster
APARELHAGEM / MATERIAIS NECESSÁRIOS
- 1 balança analítica
- Bandejas de papel alumínio (5 x 5 cm)
- 1 estufa com aquecimento controlado a 105º C
- 1 espátula canelada
- dessecador
PROCEDIMENTO
Preparar previamente pequenas bandejas de alumínio na medida
(5 x 5 cm), numerar e tarar.
Em seguida pesar cerca de 1,0 a 1,5 gramas de amostra utilizando as
bandejas de alumínio e espalhar bem a amostra fazendo movimentos
circulares. Colocar na estufa a 105º C por no mínimo 3 horas;
retirar, esfriar em dessecador e pesar.
% SÓLIDOS = [ (PF – T) / PI] x 100
sendo : T = peso da bandeja de alumínio
PI
= peso da amostra + bandeja de alumínio, antes da secagem.
PF
= peso da amostra + bandeja de alumínio, após a secagem.
OBS: Por outro lado: O teor de estireno (%) = 100 – teor de sólidos
RESULTADOS
* Expressar o valor obtido como porcentagem de sólidos.
MÉTODO DE ANÁLISE
Viscosidade
ABRANGÊNCIA
Resinas poliéster, Gel coat, líquidos e/ou conforme necessidade.
APARELHAGEM / MATERIAIS NECESSÁRIOS
- 1 copo americano
- 1 termômetro de até 50º C
- 1 viscosímetro Brookfield modelo LVF
- 1 banho Maria à 25º C
PROCEDIMENTO
Colocar uma quantidade de aproximadamente 150 gramas de amostra em um
copo americano, em seguida acertar a temperatura da amostra para 25º
C. Introduzir o spindle na amostra meio inclinado de maneira que não
fique bolha retida; conectar o spindle no viscosímetro, travar
o ponteiro a zero (alavanca manual) ligar o rotor e a seguir soltar
a trava. Deixar o spindle rodar por 1 minuto (até quando ocorrer
a estabilização de leitura). Efetuar a leitura obtida.
A viscosidade real será o valor lido, multiplicado pelo fator
correspondente à velocidade de rotação e ao número
de spindle, conforme tabela de fatores.
RESULTADOS
- Expressar os resultados obtidos em cps a 25º C.
TABELA DE FATORES MULTIPLICATIVOS
VELOCIDADE
(rpm) |
SPINDLE
1 |
SPINDLE
2 |
SPINDLE
3 |
SPINDLE
4 |
06 |
10 |
50 |
200 |
1000 |
12 |
5 |
25 |
100 |
500 |
30 |
2 |
10 |
40 |
200 |
60 |
1 |
5 |
20 |
100 |
MÉTODO DE ANÁLISE
Acidez
ABRANGÊNCIA
Aplicação em resinas e/ou conforme necessidades
APARELHAGEM / MATERIAIS NECESSÁRIOS
- 1 Erlenmeyer de 125 ml.
- Balança analítica
- 1 bureta de 25 ml
- Espátula para retirada da amostra
- Indicador de fenolftaleína 1,0 % em álcool etílico
P.A.
- Solução xilol / acetona na proporção de
2:1
- Solução de hidróxido de potássio 0,1 N
em álcool metílico
PREPARO DA SOLUÇÃO
* Solução de KOH 0,1 N
- KOH – 85% - PA --------------------53,0 g
- H2O destilada -----------------------150, 0 ml
- Álcool metílico P. A -----------------7850,0 ml
- fatorar com Biftalato de K (Potássio) previamente dessecado.
- pesar aproximadamente 0,31 g do biftalato de K dissolver em 50 ml
de H2O
Destilada e titular contra o KOH a ser fatorado.
- fatoração = peso do Biftalato de K / 0,020422 x VOL
de KOH gasto
- fator de correção = 56,11 x 0,1 N x valor da fatoração
PROCEDIMENTO
Pesar cerca de 0,2 a 1,0 gramas de amostra num Erlenmeyer, adicionar
cerca de 30 a 50 ml de solução de xilol/acetona, aquecer
se necessário e resfriar em seguida. Titular com hidróxido
de potássio 0,1N, até uma coloração levemente
rosada e anotar o volume gasto na bureta.
ACIDEZ = Vol. KOH x Fator Correção / massa da
amostra (g)
Onde: Vol. KOH – é o volume de KOH consumido.
Fator de correção – é determinado na preparação
da solução de KOH
RESULTADOS
* expressar o índice de acidez em mg de KOH/g
MÉTODO
DE ANÁLISE
Umidade em Peróxidos
ABRANGÊNCIA
Peróxidos
APARELHAGEM / MATERIAIS NECESSÁRIOS
∑ 1 proveta de 20 ml
∑ Estireno P. A PROCEDIMENTO
Em uma proveta de 20 ml, colocar 5 ml de peróxido e 5 ml de estireno
P.A, ou seja, na proporção de 1: 1.
Fechar, agitar e deixar em descanso por 1 hora; Se o peróxido
contiver água, esta decantará no fundo da proveta.
MÉTODO
DE ANÁLISE
Detecção de polímeros
ABRANGÊNCIA
Monômero de estireno
APARELHAGEM / MATERIAIS NECESSÁRIOS
- 1 proveta de 100 ml com tampa
- Álcool metílico P. A.PROCEDIMENTO
Colocar 10 ml da amostra de estireno na proveta e a seguir adicionar
10 ml de álcool metílico P.A (proporção
estireno / álcool metílico de 1:1). Fechar e agitar vigorosamente.
Caso a solução apresente uma leve turbidez, o estireno
estará reprovado por apresentar a presença de poliestireno.
RESINAS DE POLIÉSTER EMBRAPOL
Linha
Alpha –
Resina desenvolvida para atender o segmento, cuja principal característica
é sua cristalinidade. É específica para indústria
de botões, bijuterias, artesanatos e peças transparentes
(telhas, domus e calhas).
Linha Beta – Resina desenvolvida
para atender o segmento de telhas em fiberglass (fibra de vidro), produzidas
em máquina (laminação contínua)
Linha Gama – Resina desenvolvida
para atender empresas que atuam na fabricação de peças
(laminados) em fiberglass (fibra de vidro). Sua principal característica
é o rápido ciclo de moldagem e ser tixotrópica
(característica de não escorrer em superfícies
inclinadas, mantendo a uniformidade do laminado).
Linha Delta – Resina desenvolvida
para atender o segmento de mármore sintético e sinalização
rodoviária. A principal característica é de alta
velocidade para desmoldagem dando um excelente aproveitamento na produção
de pias, tanques e tachões rodoviários.
Linha Dzeta – Resina desenvolvida
para atender os fabricantes de massa plástica para oficinas de
funilaria, como também a massa travertino muito utilizada pelas
marmorarias.
Linha Epsilon – Resina desenvolvida para atender aplicações
que necessitem de uma resina poliéster flexível. Deve
ser utilizada em conjunto com uma resina rígida. É muito
utilizada na formulação de produtos para enchimento de
reatores de luminárias e encapsulamento de componentes eletrônicos.
Linha Sigma – Resina desenvolvida
para atender fabricantes de gel coat, como também, empresas de
tanques e tubulações, nas versões isoftálica
normal e isoftálica com neo-pentil-glicol. Sua principal característica
é sua resistência química à corrosão
e à intempéries.
Linha Omega – Resina desenvolvida
para atender produtos acabados que necessitem de alta resistência
mecânica, prensagem a quente (BMC/SMC), injeção
e Vacuo.